Glossário

O que é demanda psicológica?

Demanda psicológica é o pedido que a pessoa dirige ao psicólogo: aquilo que ela espera do atendimento, dito de forma explícita ou percebido ao longo das sessões. Diferente da queixa, que descreve o que incomoda, a demanda indica o que se busca com o trabalho e ajuda a definir os objetivos do acompanhamento.

Demanda psicológica é o pedido que a pessoa dirige ao psicólogo: aquilo que ela espera do atendimento, dito de forma explícita ou percebido ao longo das sessões. Diferente da queixa, que descreve o que incomoda, a demanda indica o que se busca com o trabalho e ajuda a definir os objetivos do acompanhamento.

Duas pessoas podem chegar com a mesma queixa e pedidos muito diferentes. Uma, ansiosa no trabalho, quer aprender a lidar com a pressão. Outra, com a mesma ansiedade, quer entender se deve mudar de carreira. A queixa é parecida; a demanda, não.

Por isso, compreender a demanda é uma parte central do início do acompanhamento. A Resolução CFP nº 001/2009 inclui, entre os itens obrigatórios do registro documental, a “avaliação de demanda e definição de objetivos do trabalho”. Ou seja: o que a pessoa busca precisa aparecer no prontuário, ao lado do que foi combinado a partir disso.

Como a demanda aparece

A demanda nem sempre vem pronta. Em geral, ela se mostra de três formas:

  • Explícita — a pessoa diz o que quer: “quero parar de ter crises”, “preciso de ajuda para decidir”.
  • Implícita — aparece nas entrelinhas, no que a pessoa repete ou evita, e vai ficando clara com o tempo.
  • De terceiros — quando o atendimento foi pedido por outra pessoa, como a família, a escola ou um médico, e o próprio paciente ainda não formulou o seu pedido.

Esse último caso é comum com crianças e adolescentes, e pede atenção para não confundir o desejo de quem encaminhou com o de quem é atendido.

Como registrar a demanda

Na anamnese psicológica, vale registrar a demanda em poucas frases, separando o que a pessoa disse do que você percebeu. Algumas orientações:

  • Anote a demanda inicial como ela foi apresentada.
  • Registre quem fez o pedido, se o atendimento veio de encaminhamento.
  • Atualize ao longo do processo: a demanda costuma mudar, e essas mudanças fazem parte da evolução.
  • Ligue a demanda aos objetivos: o objetivo terapêutico nasce daqui.

Exemplo fictício

Uma mulher de 32 anos procura atendimento dizendo que “não aguenta mais discutir com o marido”. Na anamnese, a psicóloga registra a queixa. Ao longo das primeiras sessões, a paciente passa a falar menos das brigas e mais da vontade de voltar a trabalhar fora de casa. A psicóloga anota essa mudança como uma demanda que se tornou mais clara e, junto com a paciente, revê os objetivos do acompanhamento. Todos os dados deste exemplo são fictícios.

Diferença para outros conceitos

  • A queixa principal descreve o que incomoda, com as palavras da pessoa.
  • O motivo da consulta explica por que a pessoa procurou ajuda naquele momento.
  • A demanda é o pedido: o que a pessoa espera que o atendimento faça por ela.

Os três andam juntos na primeira entrevista, mas separá-los no registro deixa o caso mais claro para você e para quem, eventualmente, tiver acesso legítimo ao prontuário.

Cuidados importantes

A compreensão da demanda é uma leitura clínica, feita pelo profissional e ajustada com o paciente. Nenhum formulário ou ferramenta define a demanda por conta própria. As formas de entender esse conceito também variam entre as abordagens da psicologia. Como envolve dados de saúde, o registro deve ficar protegido no prontuário, com acesso restrito.

Para organizar a primeira entrevista da identificação até a demanda, leia o roteiro de anamnese psicológica. Para registrar a anamnese direto no prontuário, conheça a anamnese psicológica online do PSIO. Para começar, Criar conta grátis leva menos de um minuto.

Cuide de quem cuida — comece pelo PSIO

Prontuário, organização e apoio de IA num só lugar. A palavra final é sempre sua.

Criar conta grátis

Sem cartão · Sem fidelidade