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Política de Inteligência Artificial, Gravação e Transcrição

Versão 1.2 — em vigor desde 20/10/2026

Nesta página

  • Por que esta página existe
  • 1. O que a IA faz no PSIO
  • 2. O que a IA não faz
  • 3. Revisão humana é obrigatória
  • 4. Controle do profissional
  • 5. Gravação: quem informa
  • 6. Crianças e pessoas representadas
  • 7. O caminho do áudio
  • 8. Retenção do áudio
  • 9. Treinamento de modelos
  • 10. Prestadores e transferência
  • 11. Segurança do material
  • 12. Usos proibidos
  • 13. Urgência e risco
  • 14. Falhas e limitações
  • 15. Direitos dos titulares
  • 16. Alterações
  • Anexo — Modelo de aviso

Por que esta página existe

Gravar uma sessão de psicoterapia e transcrevê-la com apoio de inteligência artificial é algo sério. Trata-se da voz de uma pessoa contando a própria vida.

Escrevemos este documento porque achamos que quem usa a Plataforma — e quem é atendido por quem a usa — tem o direito de saber exatamente o que acontece com esse material.

1. O que a inteligência artificial faz no PSIO

Dois usos, e só estes:

Transcrever. O áudio da sessão é convertido em texto por meio de serviços de transcrição automática de fala.

Apoiar a redação. A partir do conteúdo que o profissional já tem — transcrição, prontuário, anotações — modelos de linguagem produzem rascunhos de registro: relato, impressões clínicas, evolução, devolutiva.

É isso. A inteligência artificial lê o material do paciente quando o profissional pede, e escreve um rascunho.

2. O que a inteligência artificial não faz

Esta lista é tão importante quanto a anterior:

  • não diagnostica e não sugere hipótese diagnóstica como conclusão;
  • não indica tratamento, conduta ou medicação;
  • não avalia risco de suicídio, violência ou emergência;
  • não substitui avaliação psicológica, teste ou instrumento validado;
  • não decide nada com efeito jurídico ou clínico;
  • não fala com o paciente — não há atendimento automatizado;
  • não age sozinha — só funciona quando o profissional aciona.

3. Revisão humana é obrigatória

Todo conteúdo produzido com apoio de IA é rascunho.

Ele nasce editável, precisa ser lido e corrigido pelo profissional, e só vira registro clínico depois disso. A responsabilidade pelo conteúdo final é sempre de quem assina.

Transcrição automática erra. Ela pode trocar palavras, perder trechos em áudio ruim, confundir vozes parecidas e não capta o que não foi dito — silêncio, choro, expressão, postura. Nada disso substitui a escuta de quem estava na sala.

4. Controle do profissional

Os recursos de IA são opcionais.

  • Não há gravação automática. A gravação começa quando o profissional inicia.
  • É possível usar a Plataforma inteira sem nunca gravar nada.
  • O profissional pode excluir o áudio de uma sessão quando quiser.
  • Na conta gratuita, os recursos de IA e transcrição não estão disponíveis.

5. Gravação: a responsabilidade de informar é do profissional

Este ponto precisa ficar claro, sem meio-termo.

Quem informa a pessoa atendida é o profissional. Cabe a ele explicar que a sessão será gravada, para quê, o que será feito com o material, e obter e registrar a concordância dela — conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo e as resoluções do CFP.

O PSIO fornece a ferramenta e um modelo de aviso para facilitar essa conversa. Não fornecemos, e não temos como fornecer, a autorização em nome de ninguém.

A pessoa atendida pode recusar a gravação, e pode pedir que ela seja interrompida ou apagada a qualquer momento. A recusa não pode prejudicar o atendimento.

Gravação sem ciência da pessoa atendida é uso proibido da Plataforma.

Em atendimento de casal, família ou grupo, a informação e a concordância devem alcançar todos os participantes.

6. Crianças, adolescentes e pessoas representadas

Quando o atendimento envolver criança, adolescente ou pessoa representada, a informação e a autorização devem observar as regras de representação legal — e, sempre que possível e adequado à idade, a própria pessoa atendida deve ser informada em linguagem que ela entenda.

7. O caminho do áudio, passo a passo

Achamos que a melhor forma de explicar é mostrar:

  1. Durante a sessão, o áudio é salvo continuamente e com segurança, de modo que nada se perca em caso de queda de conexão ou de energia.
  2. Ao encerrar, o material é consolidado em um único arquivo de áudio.
  3. O áudio é enviado, por conexão criptografada, ao serviço de transcrição, que devolve o texto.
  4. Quando o profissional solicita um registro, o conteúdo necessário é enviado ao serviço de modelo de linguagem, que devolve o rascunho.
  5. O arquivo final de áudio é guardado em armazenamento cifrado, e sua integridade é conferida.
  6. Confirmado o armazenamento, o material bruto da gravação é descartado do servidor.

Se você precisar de detalhe técnico além disto — para uma avaliação de fornecedor, por exemplo — escreva para seguranca@psio.com.br.

8. Retenção do áudio

O quêPor quanto tempo
Áudio bruto da gravaçãoDescartado 48 horas após a conclusão do processamento
Áudio final da sessãoEnquanto a conta existir — o profissional pode excluir quando quiser
Transcrição e registros derivadosEnquanto integrados ao prontuário, observadas as normas do CFP e a legislação de saúde
Sessão com falha de processamentoO áudio bruto é preservado para investigação, até a solução ou o descarte pelo profissional

Quando o profissional exclui um paciente ou uma sessão, o áudio correspondente é apagado tanto do servidor quanto do armazenamento de arquivos. Apagado significa apagado.

Sobre os prestadores. Os prestadores contratados podem reter o conteúdo enviado por período determinado pelas políticas de cada um, normalmente para fins de segurança e monitoramento de uso indevido do serviço.

Preferimos dizer isso de forma aberta a afirmar que não existe retenção alguma. A possibilidade existe, você tem o direito de saber dela, e ela não depende só de nós.

O que não acontece, e disso temos certeza porque é condição contratual que exigimos: esse conteúdo não é utilizado para treinar modelos de inteligência artificial.

A informação específica sobre os prestadores em uso e seus prazos está disponível mediante solicitação a privacidade@psio.com.br.

9. Treinamento de modelos

Não utilizamos prontuário, áudio, transcrição, Linha da Vida, Genograma, documentos ou qualquer conteúdo clínico para treinar modelos de inteligência artificial — nem modelos próprios, nem de terceiros.

Contratamos os prestadores sob condições que proíbem o uso do conteúdo enviado para treinamento. Não aderimos a programas de compartilhamento de dados que incluam conteúdo clínico.

Dados técnicos agregados e efetivamente anonimizados — tempo de processamento, taxa de erro, volume — podem ser usados para segurança e melhoria da Plataforma, sem qualquer possibilidade de identificar paciente ou profissional.

Dados das APIs do Google. Quando o profissional conecta sua conta Google ao PSIO, o uso de dados obtidos das APIs do Google — incluindo dados brutos ou derivados — obedece à Política de Dados do Usuário dos Serviços de API do Google, inclusive aos requisitos de Uso Limitado. Esses dados são utilizados apenas para criar os eventos do PSIO na sua agenda (consultas e bloqueios), gerar o link da videochamada e consultar se um horário está livre ou ocupado. O PSIO não lê o conteúdo dos seus outros compromissos. Esses dados nunca são compartilhados com provedores de IA e nunca são usados para treinar modelos.

10. Prestadores e transferência internacional

Utilizamos prestadores especializados em transcrição automática de fala e em modelos de linguagem, além de infraestrutura em nuvem.

Nossa própria infraestrutura fica no Brasil: a aplicação, o banco de dados e o armazenamento de arquivos operam em data centers localizados no país (região de São Paulo).

Descrevemos essas categorias por função, e não por marca, por duas razões: os fornecedores podem mudar sem que as garantias mudem, e a arquitetura técnica da Plataforma é informação estratégica. A lista específica em uso está disponível mediante solicitação a privacidade@psio.com.br.

O que ocorre fora do Brasil é apenas o processamento pelos prestadores de inteligência artificial — transcrição de fala e modelos de linguagem —, inclusive nos Estados Unidos. Essa transferência é feita com as salvaguardas previstas no art. 33 da LGPD: cláusulas contratuais, compromissos de confidencialidade e segurança, criptografia e limitação de finalidade.

De todos exigimos, por contrato: finalidade limitada ao serviço, confidencialidade, segurança compatível com dados sensíveis, e proibição de uso do conteúdo para treinamento.

11. Segurança do material

  • transmissão sempre por conexão criptografada;
  • armazenamento cifrado, com verificação de integridade;
  • isolamento entre contas — nenhum profissional acessa material de outro;
  • acesso interno restrito, por menor privilégio, e registrado;
  • exclusão propagada: apagar na Plataforma significa apagar no armazenamento.

12. Usos proibidos

Além do previsto nos Termos, é vedado:

  • gravar sem ciência e concordância da pessoa atendida;
  • usar a saída de IA como decisão clínica, sem revisão;
  • inserir na Plataforma áudio ou conteúdo sem relação com atendimento clínico realizado pelo profissional;
  • usar os recursos para vigilância, monitoramento indevido ou finalidade alheia ao cuidado;
  • extrair conteúdo clínico para treinar sistemas próprios ou de terceiros.

13. Situações de urgência e risco

A Plataforma não monitora conteúdo e não detecta risco. Não há alerta automático de emergência.

Se houver indício de risco à vida ou de violência, a conduta é do profissional, conforme sua avaliação, o Código de Ética e a legislação aplicável.

Em emergência, procure o SAMU (192), a emergência local ou o CVV (188).

14. Falhas e limitações

Serviços de transcrição e de modelos de linguagem podem ficar indisponíveis, apresentar lentidão ou ser atualizados pelos fornecedores. Isso pode alterar a qualidade das saídas ao longo do tempo.

O áudio salvo não é perdido por indisponibilidade desses serviços — o processamento pode ser refeito.

15. Direitos dos titulares

Pedidos relativos a áudio, transcrição e registros clínicos devem ser dirigidos ao profissional responsável pelo atendimento, que é o controlador desses dados. O PSIO apoia tecnicamente a execução.

Pedidos podem ser encaminhados por privacidade@psio.com.br.

16. Alterações

Podemos atualizar esta Política. Mudanças relevantes serão comunicadas com antecedência razoável.

Anexo — Modelo de aviso à pessoa atendida

Texto sugerido para o profissional adaptar. Não substitui o registro da concordância no prontuário.

"Antes de começarmos, queria combinar uma coisa com você. Eu uso um sistema que grava a sessão e transforma a gravação em texto, para me ajudar a organizar meus registros depois. Isso me deixa mais presente aqui, sem precisar anotar enquanto conversamos.

O material fica guardado com segurança, dentro do meu prontuário, protegido pelo sigilo profissional. Só eu tenho acesso.

Você pode recusar, e isso não muda nada no nosso atendimento. Também pode pedir para eu pausar a gravação a qualquer momento, ou apagar depois.

Você concorda que eu grave?"

Última atualização: 20/10/2026 · Versão 1.2
Central Legal: psio.com.br/legal

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A plataforma de inteligência clínica para psicólogos. Inspirado pela dedicação clínica da psicóloga Lilian Saturnino.

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